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XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco #02


Falta pouco menos de um mês pra XII Bienal de Pernambuco e a ansiedade vai onde? Lá no alto, né? A cada atração confirmada a gente comemora e dessa vez olha só a quantidade de confirmações que trazemos:

Muniz Sodré vai nos prestigiar destacando a resistência negra na poesia do nosso homenageado desse ano: Solano Trindade.

Autor do livro "Para todas as pessoas intensas", Iandê Albuquerque é um artista visual e criou um blog pra falar sobre as relações humanas. Tem canal no YouTube também!

Autora do blog Pó de Lua que cresceu como página de Facebook e virou livro é presença confirmada!

Vai ter um espaço pra galera do Hip Hop soltar o verbo na Batalha do Terminal! MCs das comunidades da Zona Norte são os convidados!

Teremos André Gallindo e Cassio Zirpoli sendo mediados por Celso Ishigami, junto com os jornalistas Francisco José e Fred Figeuiroa debatendo tudo que rolou no mais controverso brasileirão da história!

Tá achando pouco? Então se liga que tem confirmação de editoras e estandes:
- Aleph
- Ciranda Cultural
- Companhia das Letras
- Girassol
- Livraria Imperatriz
- Leitura
- Taverna do Rei
- Y. A. Book's
- Saraiva

Ainda tá querendo mais coisas? Tudo bem! Temos mais novidades! A programação musical da Bienal também está tomando forma e teremos nomes como Maciel Melo e Jorge de Altinho para lançar o livro "Coesia" (10/10 às 19h). Lançamento do livro "Voz ao Verbo - Poemas para calar o medo", com recital do poeta Allan Dias (@reverbpoesia 11/10 às 18h30) e apresentações musicais de Diviol (06/10 às 18h), Projeto Ukulelê (12/10 às 18h30) e Nelson Héffi (no dia 12/10 às 19h30).

E pra fechar com chave de ouro nós trazemos também o BienalCast! Temos um teaser e o primeiro episódio pra vocês!

Teaser:
https://open.spotify.com/show/3Sb5XIw5l5dHE32X9G2lAl?si=xR_gTDNgTsyZGLGH1cOGiQ
https://www.instagram.com/p/B16AhcfjyIY/?igshid=48s9o2m4f50b

Episódio 01:
https://open.spotify.com/episode/2dHge2pSEiHCMmwpI1GwpK?si=Qdp2fgP1QuifS0brYxddjg
https://podcasts.apple.com/br/podcast/bienalcast/id1478557093?l=en

XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco #01


O segundo semestre chegou e com ele as primeiras divulgações da XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco! Além da oportunidade de conhecer autores e artistas, participar de oficinas, network, uma das partes mais legais é: livros baratos! Na Bienal você encontra coleções completas até por R$40! Vale a pena começar a se organizar e guardar uma graninha pra fazer a festa por lá!
Em outubro de 2019 começa mais um importante capítulo da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco que chega a sua décima segunda edição com tremendo êxito e satisfação de público e crítica. A Bienal PE é uma iniciativa consolidada pelo sucesso de público e está oficialmente integrada ao Calendário de Eventos do Estado através da lei No 14.536, sancionada pelo Governador Eduardo Campos, e publicada no Diário Oficial no dia 13 de dezembro de 2011. 
As primeiras informações já estão sendo divulgadas nas redes da Bienal (links no fim do post) e temos a primeira autora confirmada: 
Ana Maria Gonçalves, mineira, é a escritora do livro Um Defeito de Cor, um dos mais importantes romances brasileiros deste século! 
Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens. Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é um belo romance histórico, de leitura voraz, que prende a atenção do leitor da primeira à última página. Uma saga brasileira que poderia ser comparada ao clássico norte-americano sobre a escravidão, Raízes. - Sinopse da Amazon.
 A campanha de divulgação desse ano traz como mote "Quem lê mais, entende mais!". As artes mostram questionamentos cada vez mais sérios para essa nova geração que é bombardeada por fake news e informações errôneas de correntes através de redes sociais.


Data: 03 a 13 de Outubro.
Hora: das 10h às 22h.
Local: Centro de Convenções de Pernambuco.
Informações: https://www.bienalpernambuco.com/
https://www.instagram.com/bienalpe/
(81) 3231-5196
contato@bienalpe.com.br

A importância de sentir

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Imagem: Redhuble/Google.

Em outras épocas as mulheres tinham cursos e intensivos em alas psiquiátricas para estarem sempre sorrindo. Chorar para os homens é sinal de fraqueza. Desde pequenos somos alertados sobre nossos sentimentos. Condicionados a importância de, por muitas vezes, escondê-los. Na infância ouvimos sempre "dá um sorriso pra tia", "vixiiii essa menina só vive de cara fechada". Pelo menos era o que eu mais ouvia da minha mãe, mas e se eu não quisesse sorrir naquela hora? Se eu estivesse triste? Tinha que sorrir assim mesmo.

Na adolescência tudo se intensifica, uma tragédia maior que a outra, a primeira briga com o primeiro namorado, todos os dramas, fingir que não gosta de coisas ou que gosta só pra agradar, fingir que não gosta de alguém e sofrer em silêncio. O medo do primeiro "eu te amo". Esse te acompanha por toda a vida em todos os relacionamentos. Nos apegamos a vários "e se...?". Se ele/a não sentir isso? Se for cedo demais? Se ele/a se aproveitar disso pra me iludir? Será que eu sinto isso mesmo? Será que vai retribuir?

Quando temos depressão um conglomerado de outros sentimentos se unem a todos os outros. O medo aumenta, a tensão, a dúvida. Quando não sabemos que estamos doentes insistimos em parecer bem. Nos forçamos um sorriso e seguimos em frente, sem entender por que estamos triste, por que esse vazio nos assola.

Então descobrimos que pode ser mais do que uma tristeza. Percebemos a constância, percebemos os olhares julgadores, percebemos as críticas pelo nosso "excesso de negatividade" ou de tristeza. Então começamos a investigar e descobrimos a doença, vemos relacionamentos ruírem, amizades se afastarem, a dificuldade da família em lidar com as crises.

Então tomamos a pior decisão de todas: escondemos nossas crises por medo do que possa acontecer. Vamos fingindo sorrisos, fingindo estarmos bem. Colocamos uma máscara ao sair de casa pra encarar o mundo e quando chegamos, desabamos. As pessoas pensam que você é feliz e que está tudo bem e você colabora. Mantém o sorriso, as interações externas mas sempre evitando maiores convívios.

Vai engolindo a dor, empurrando aquele nó na garganta mais pra baixo, engolindo mais e mais lágrimas, até que a represa se rompe e somos obrigados a nadar sem saber nesse oceano de dores e sofrimentos guardados. A nadar sem salva-vidas, sem bote.

Não conseguimos chegar até a margem, continuamos ali... Boiando, passando por calmarias e tempestades, nos mantendo simplesmente, boiando. Os sorrisos fingidos de cada dia voltam, arrumamos mais desculpas pra evitar interações após o expediente ou nos fins de semana. Inventamos compromissos e problemas variados pra nos isolarmos. Afinal, quando as pessoas descobrem que estamos naufragados nesse mar, se afastam, não é? Aprendemos isso.

Mais lágrimas são engolidas, mais sentimentos empurrados, mais o nós vão se juntando e quando percebemos passamos mais uma vez pelo rompimento da barragem, mas dessa vez é diferente, já estamos na água, não é mesmo? A tempestade é mais forte, somos jogados de um lado pro outro, o vento não para, as ondas não param de vir, uma maior que a outra, uma mais forte a outra. Estamos cansados de nadar, já não conseguimos mais mexer os braços, procuramos motivos pra continuar, procuramos no horizonte um porto seguro.

O porto está logo ali, ao lado, mas as lágrimas não nos deixam enxergar. Mais lágrimas, muito mais lágrimas. As ondas ficam mais fortes e nós, mais fracos. Tentamos engolir todas as dores, temos mais uma vez soterrar todos os sentimentos e assim, nos afogamos.

Entendam que tá tudo bem não se sentir bem, tá tudo bem não sorrir, tá tudo bem que seu rosto expresse o que você tá sentindo. Ficar escondendo os sentimentos, ficar fingindo sorrisos, escondendo nossas dores não faz mal a ninguém além de a nós mesmos. Percebam também que existem pessoas que estão do nosso lado, que estão dispostas a nos dar a mão, a nadar com a gente e, algumas, pela gente. Não faz vergonha pedir ou aceitar ajuda.

[ CRÍTICA ] Bonding - Amizade Dolorida

Definitivamente uma das séries mais curtas que eu já tive o prazer de assistir na Netflix. Com 7 episódios com duração média de 15 minutos a série conta a história de Tiff e Pete, amigos desde o ensino médio e tudo começa quando ela o chama pra ser seu assistente e segurança no seu trabalho como dominatrix. Ah, a classificação é 16 anos, tá?

Sinopse: Pete (Brendan Scannell), um jovem homossexual, e Tiff (Zoe Levin), uma dominatrix, eram melhores amigos nos tempos de colégio, mas os dois foram perdendo o contato com o passar do tempo. Anos depois, eles se reencontram inesperadamente na agitada Nova York. Agora, uma amizade de longa data está prestes a se fortalecer.

Zoe Levin é a determinada Tiff, que sabe o que quer e tem total domínio sobre seu trabalho e Brendan Scannell é Pete, o amigo gay sempre medroso nas situações. Pelo menos é isso que é mostrado no primeiro episódio. Todos os acontecimentos que vêm a seguir mostram a evolução dos personagens. Conhecemos um pouco sobre o passado deles, seus gostos e suas verdadeiras naturezas.

É divertido acompanhar a mudança nas personalidades deles, enquanto se descobrem de verdade e quando algumas verdades são jogadas bem na cara. Apesar da Tiff ser Dominatrix, é dada apenas uma leve pincelada sobre o tema. Mostrando que existem os mais variados fetiches e desejos. Um ponto válido, visto que a série aborda com certa naturalidade alguns tabus.

Outras pinceladas a serem levadas em consideração são a abordagem que a Tiff faz sobre o feminismo e as dificuldades do Pete com sua verdadeira natureza. O tabu sobre a mulher e seus desejos sexuais, sobre o poder do dinheiro e claro, aquelas pitadas de choque sobre o universo do couro e da chibata.

Uma das gratas surpresas na série é a D'Arcy Carden, que interpreta a Daphne, uma dona de casa que quer contratar a dupla para o seu marido. Os fãs de The Good Place como eu vão a loucura com os episódios com as suas aparições.

A meu ver apesar de ter sido curtíssima, ela mostrou bem os personagens e suas evoluções. Figurinos sensacionais, cenários incríveis (principalmente do trabalho da Tiff), piadas pontuais, uma pitada de drama e o único feito é ser curta demais.

O melhor trailer que encontrei da série:

[ NOTÍCIA ] Nintendo chamou estúdio indie para lançar novo Zelda

A Nintendo não para e trouxe mais uma novidade, dessa vez para os fãs da franquia Zelda. Além do remake de The Legend of Zelda: LInkś Awakening prometida para 2019, a empresa chamou o estúdio Brace Yourself, responsável por jogos como Industries of Titan e Phantom Brigade, para produzir o novo jogo Cadence of Hyrule! Confiram o trailer:


O que deu pra sacar desse trailer: a Cadence acorda full perdida no lugar, entendendo nada e descobre que tá em Hyrule (onde se passam os jogos da franquia) e a melhor parte pra mim: Link e Zelda (por favor, estamos em 2019 não achem que a Princesa Zelda é o Link!) são personagens jogáveis! Já quero jogar com a Zelda, amei as magias, adoro jogar com mago e eles usando arco tá sensacional!

 Mas acha que é só isso? A novidade é que a movimentação será de acordo com as batidas da música! Como assim? A música que vai ditar a sua movimentação. Falei a mesma coisa, né? Mas é realmente isso. Você vai andar pelo mapa e executar ações de acordo com a batida da música. Para entender um pouco mais confiram o trailer de Crypt of the NecroDancer, jogo feito pelo estúdio com essa proposta. Olha o trailer aqui:


Existe aquele receio todo de que o Cadence of Hyrule seja só uma cópia dele? Existe. O estúdio assegurou que isso não vai acontecer e que o novo jogo será na verdade uma versão que vai juntar o Crypt of the NecroDancer e The Legend of Zelda.