16 de outubro de 2017

Filme de Segunda 04 - Jogo Perigoso


Que surpresa a minha quando na página inicial da Netflix me aparece um filme que eu estava mega ansiosa pra assistir! Mas vamos começar de vagar! Primeiro vou falar sobre o livro que inspirou o filme. Passeando pela bienal, eis que encontro um livro do Stephen King em promoção. Eu não conhecia o livro, mas era do Stephen. Não esperava nada menos que "ótimo" dele. Então arrisquei e comprei. Demorei muito pra começar a ler pelo simples fato de saber que era do Stephen, mas ter ficado um pouco desconfiada pela sinopse:
Jessie e Gerald estão tendo problemas no relacionamento. Na tentativa de dar nova vida a seu casamento, viajam para uma região isolada no Maine. Mas um jogo de sexo acaba se transformando em prelúdio para uma noite de horror. Durante o jogo, Jessie é acorrentada à cama, e, subitamente, Gerald morre diante de seus olhos. Está presa e logo percebe que não há chance de alguém ouvir seus gritos. É nesse momento que, impotente e acompanhada apenas do cadáver do marido, vê todos os seus maiores medos ressurgirem para torturá-la. 'Jogo perigoso', de Stephen King, revela o estilo eletrizante que consagrou este mestre do terror moderno, e faz o leitor mergulhar numa trama fascinante e diabólica.
Logo pensei "Minha nossa, o livro vai ser todo dentro do quarto, vai ficar entediante..." E esse pensamento me fez ir protelando a leitura. Até que eu comecei e não consegui largar o livro até terminar! O problema é que eu comecei a ler no ônibus pro trabalho, então só tive livre a hora do almoço e a volta pra casa. Quase enlouqueci e fiquei totalmente presa no enredo! Os detalhes ricos me faziam quase que ouvir os apelos de Jessie! Achei a história impressionante, com detalhes incríveis e um final digno do Stephen. Assim que eu terminei logo pensei "poxa, um filme disso seria legal" e a Netflix coisa mais linda da minha vida, realizou esse sonho!


Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) formam um casal em crise. Para salvar o casamento, eles decidem viajar a uma casa isolada, na intenção de passar um fim de semana romântico. O marido leva algemas e decide prender a esposa a cama. Ela hesita a participar do jogo erótico, mas aceita. No entanto, uma vez presa, o marido sofre um ataque cardíaco e morre. Presa à cama, sem ter a quem pedir socorro, Jessie luta pela sobrevivência enquanto se recorda de traumas na infância.
Ficha Técnica:
Título Original: Gerald's Game
Título no Brasil: Jogo Perigoso
Direção: Mike Flanagan
Duração: 1h43min
Indicação: 18 Anos
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama/Suspense
Nota: 10 Limões
Tem na Netflix: SIM


 O filme já começou a me ganhar no elenco. Com a linda Carla Gugino (Pequenos Epiões e Watchmen) no papel de Jessie e o incrível Bruce Greenwood (Star Trek e Eu, Robô) interpretando o Gerald. Tem mais uma pessoa escalada no elenco que eu AMEI, mas não posso dar spoiler. Mas fica a dica, aparece em meio as sombras! Pelo trailer, se você leu o livro, consegue identificar muita coisa que o Stephen escreveu. Vários trechos dos traumas de infância da Jessie e acontecimentos durante o tempo em que ela está presa aparecem em detalhes e só no trailer! Daí você consegue ter uma boa ideia do que vem pela frente.

Foram arrepios do começo ao fim e eu indico MUITO que vocês assistam essa produção incrível da Netflix!

26 de setembro de 2017

Setembro Amarelo


Resiliência
substantivo feminino
1. fís propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.
2. fig. capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.
Só sabemos do que somos capazes quando passamos pelas desavenças. Só temos noção do tamanho da nossa força quando ela é colocada a prova. Só entendemos a nossa coragem quando temos que enfrentar os nossos medos. Aprendemos com nossos erros e nossas superações, por tudo que passamos e superamos. É difícil aceitar o problema, compreender e mais difícil ainda pedir ajuda.

O mês está acabando e caso não saibam ele é conhecido como Setembro Amarelo por serem dias de combate ao suicídio, mas entendam que essa é uma luta para todos os dias, para todas as horas e para cada momento difícil.

A depressão é uma das maiores causas de suicídio e estamos num ponto da sociedade em que as doenças psicológicas precisam ser levadas a sério. Infelizmente depressão, ansiedade, transtornos e bipolaridade ainda são tratadas como um resfriado ou como doenças que podemos nos curar simplesmente porque queremos.

Não é simples assim nem tão fácil quanto acham. É preciso uma ajuda profissional além do apoio da família e amigos. Alguns sinais podem ser percebidos e devem ser levado a sério:

  • Usar frases como "eu queria sumir", "ninguém sentiria falta de mim", "sou um peso" e coisas do tipo são um dos primeiro sinais de quem está com pensamentos suicidas.
  • A pessoa começa a adquirir vícios em bebidas, drogas e coisas que servem como fuga.
  • Mudanças bruscas no comportamento, abandono de hobbies, emprego e coisas que eram interessantes para a pessoa deixam de ser.
  • Cuidado com melhoras inesperadas e bruscas. As vezes é um pedido de socorro ou tentativa de deixar todos felizes antes de tentar por um fim na vida.
  • Algumas pessoas são mais frágeis que outras e não suportam comentários negativos e qualquer coisa que possa lhe denigrir. Então levem o bullying a sério e qualquer coisa do tipo. Sentem, conversem, procurem ajuda profissional se preciso.

Quando notamos alguns sinais de depressão ou de que a pessoa está em risco, pequenas atitudes podem ajudar:

  • Conversar, mas conversar de verdade. Ouça mais do que fale. É muito importante ouvir e prestar atenção.
  • Evite frases como "mas você podia tentar", "você já tentou mudar?", as vezes a pessoa já tentou de tudo e não conseguiu sair de onde está.
  • Não julgue ou critique. A pessoa já faz isso sozinha!
  • Demonstre realmente estar preocupada com frases de apoio como "vamos encontrar uma maneira de te ajudar", "vamos conseguir sair dessa".
  • Faça coisas que a pessoa gosta, a distraia e mantenha ocupada com atividades divertidas.
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional. As vezes podemos tentar de tudo e ainda não ser suficiente ou não sabermos que direcionamento tomar.
Eu sofro de depressão e por muito tempo escondi e evitei pedir ajuda das pessoas mais próximas. Tem dias que sair da cama parece impossível, tem dias que preciso fazer um esforço enorme pra apenas seguir a rotina e tem dias em que estou super motivada a mudar e a fazer tudo até que de repente, algo dá errado e perco toda a motivação.

Sumiços frequentes, isolamento, falta de vontade de sair de casa, de comer ou de fazer qualquer coisa que gosto são comuns. É algo normal na depressão e já aceitei isso. Todo dia é uma luta diferente, uma vitória a mais quando consigo fazer algo que deveria e a sensação de dever cumprido é arrebatadora.

Se você percebe que tem problemas parecidos, procure ajuda. É muito importante ter apoio nos momentos difíceis. Não desista da sua luta, não desista dos seus sonhos, não desista da sua vida. Tudo vai mudar e melhorar!

31 de agosto de 2017

Uma Noite de Crimes #2



Eu voltei ao meu vício no jogo Ragnarok e estamos no capítulo 2 da Saga de Catita! Uma pobre garota abandonada nas ruas de Rune Midgard e que virou uma Gatuna para conseguir sobreviver! Você pode assistir aqui, mas não se esqueça de ir lá no canal e se inscrever e deixar aquele like do amor!



30 de agosto de 2017

Silenciando...


"...Nunca mais plateia no Municipal..."

O som dos saltos sobre os paralelepípedos da rua era a companhia da noite. De vez em quando um cachorro latia em algum lugar como se lhes fizesse companhia. Os passos tortos surpreendiam pelo equilíbrio ou, por vezes, a falta dele, mas andar na ponta dos pés nunca foi um problema. Saíra da festa antes do horário, madrugada a dentro, sem destino. Na mão ainda carregava uma garrafa de gin, a boca marcada pelo seu batom vermelho. Mais um gole e dava-se conta do fim do precioso líquido, com raiva jogava a garrafa contra a primeira parede que conseguia encontrar na penumbra, quase caíra com o impulso dado, mas retomara a compostura e seguia seu caminho.

Música! Conseguia ouvir música e risos ao longe. Uma festa? Será que conseguia entrar. Passava as mãos pelos cabelos volumosos, puxava os seios fartos pra cima e acertava os cantos do batom e em meio a esse gesto olhava através da janela. Era um pub a moda antiga, bancos altos na frente do balcão, iluminação amarelada e no palco algumas meninas mostravam seus talentos erguendo e abaixando as pernas em um cancã sincronizado. Podia ver nos olhos das meninas que passavam servindo as mesas.

Conseguia reconhecer em algumas o olhar que um dia já possuiu, o brilho do sonho de encontrar um grande amor que a tiraria daquela vida, que a daria uma vida de verdade. No palco ela conseguia ver ela mesma, o Municipal lotado, sua precisão e graça sendo aplaudida de pé no fim do espetáculo. Lembranças distantes de uma vida que abandonara em busca de outra e outra e outra… E olha só onde estava agora. Chorando na frente de uma janela empoeirada. Com pesar virava de costas e seguia rumo a avenida principal. Poucos carros naquele horário, alguns bêbados, algumas moças a procura de dinheiro. Nada fora do normal.

Estava a algumas quadras de casa quando aceitou a derrota e tirou os saltos. A meia-calça já desfiada agora também começava a ficar suja. Da pequena bolsa retirava as chaves da portaria, subia da forma mais silenciosa possível as escadas que pareciam gemer a cada passo que dava. Cinco lances de escada, cinco andares que lhe deram a chance de pensar no que faria dali por diante. Não poderia continuar assim, não aguentava mais continuar assim.

Aceitou o fim ao chegar a frente da porta, girou a chave, entrou com toda calma do mundo. Fechou a porta, trancou, colocou as chaves penduradas em seu local ao lado da porta, largou os sapatos, respirou fundo e foi até a cozinha. Abriu os armários até encontrar a garrafa que procurava. Sentou no sofá e chorou como nunca, chorou como uma criança que perdeu o seu brinquedo favorito. Deu vários goles na garrafa, o líquido amargo descia goela abaixo e queimava mais do que qualquer bebida alcoólica que já provara.


Bastaram apenas mais alguns minutos e outros goles para que ela por fim deitasse e então silenciasse.


Atenção: Essa crônica faz parte do meu projeto Aquela Música que é composto por crônicas inspiradas em músicas. -Silenciando- foi escrita inspirada na música A Bailarina Torta da banda A Banda Mais Bonita da Cidade.

29 de agosto de 2017

Moda x Sustentabilidade


É impossível usar peças que utilizam couro e pele sem agredir o meio ambiente, certo? Errado! Conheci recentemente a empresa B.Bag que trabalha com o conceito handmade (feito a mão) com produtos feitos com material de reciclagem! O destino primordial da matéria prima é alimentação então elas entram em contato com os parceiros e conseguem dessa forma as peles e couros para montagem de seus produtos.

A marca comercializa bolsas e sapatos de produção artesanal com materiais exóticos. A sofisticação e a exclusividade são os diferenciais de cada produto. A preocupação com o meio ambiente é constante. “Nós estamos sempre procurando parcerias com empresas e fornecedores que  integrem pequenos produtores, pescadores e comunidades indígenas ao dinamismo dos setores de moda”, explica Beatriz Martins. Essa integração gera renda para os pequenos produtores e produtos únicos e exclusivos para as fashionistas mais exigentes!

Em 2016 as criadoras Camila Vieira e Beatriz Martins tiveram o prazer de assistir suas peças estrelarem a novela global "A Lei do Amor" e isso alavancou a marca de forma impressionante, fazendo a cabeça de influenciadoras digitais como Natana de Leon e Bianca Petry.

Conheça mais sobre a marca e suas coleções:

Fotos da nova coleção: