19 de maio de 2011

Questão Fundamental I



O que significa liberdade para você? Poder sair e voltar a qualquer momento? Fazer o que quer, como quer e quando quer? Então pense um pouco mais. Eu busco uma liberdade mais simples.

Que tal a liberdade de Amar quem quiser, como quiser e onde quiser? Poder andar de mãos dadas sem se sentir um monstro abominável que caminha sobre a terra ou simplesmente trocar carícias inocentes sem ser sensurado de alguma forma.

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A vontade de sentir o toque de seda de tua pele supera qualquer medo que eu possua nesse momento.
Te ter entre meus braços e poder sentir seu cheiro, descer meus dedos por sua face e deixar que meus lábios frios esquentem-se no mais suave contato.
Salvar cada segundo contigo em minha mente e nos momentos de tristeza fazer-me lembrar dos motivos que tenho para sorrir. Do motivo que tenho para sorrir.
Posso não ser a pessoa mais perfeita do mundo, mas espero ser perfeita o suficiente para um dia poder me considerar sua.

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♫ Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você, choro café e você chora leite... Pratododia - O Teatro Mágico ♫

12 de maio de 2011

Por entre os dedos...



O que fazer quando você olha para os lados e vê apenas o vazio? Quando nada a sua volta oferece sentido suficiente para prender sua atenção e a solidão é competente em deixa-lo em profunda letargia. Apesar de ter inúmeras pessoas a sua volta, elas parecem apenas borrões. Vem e vão, passam de forma insignificante por sua vida. E é em meio a estas formas e cores distorcidas que a busca começa. A procura da forma perfeita, aquela que se encaixa perfeitamente em seu corpo e que te acalentará em dias tristes.

Mas, quando finalmente os contornos tornam-se nítidos em pouco tempo transformam-se fumaça e por entre os dedos fogem, te abandonando sem razão aparente. Te perseguem por algum tempo... Deixam seu rastro, seu cheiro... Maculam sua pele. Então você se pergunta se vale a pena continuar a caminhada pelo caminho tortuoso na tentativa de mais uma mísera vez, encontrar e perder-se nos braços de uma nitidez, que mais cedo ou mais tarde deixará nada mais do que um rastro em sua vida e cicatrizes em sua pele.

9 de maio de 2011

Janela Lateral

(Janela Lateral - Celular LG KG360 - 09/05)
(Foto da janela do buzu voltando pra casa)


Quando a calmaria
Estava prestes a vir
Encontrei teu olhar.

Pega pela tempestade fui levada
Senti as pedras contra meu corpo
E as feridas quase cicatrizadas
Voltaram a sangrar.

Me perdi nesse mar de magoas
Me afoguei neste infinito
E no fundo me vi refletida

Ali vi tudo o que sofri
Senti as dores e os temores
Que antes tanto me torturaram.

E quando pensava estar livre
Deixo-me afundar
Para que respirar?

Repetição - by @malkalima

8 de maio de 2011

Dia das Mães


Eu poderia abordar aqui o dia tão magnifico, que rende tantas homenagens e que infelizmente virou uma data puramente mercadológica, onde filhos se desesperam para encontrar o presente perfeito para sua mãe, gastam horrores e as lojas aproveitam-se e divulgam campanhas cada vez mais voltadas para o preço e não o valor sentimental. Claro que existem as poucas famílias que ainda vivem esse dia com todo o carinho e sinceridade que ele merece, e os admiro e parabenizo.

Mas o que me fez gerar esse post foram desatinos de uma noite mal dormida e pensamentos que divagaram entre histórias, lembranças e desejos de desabafar. É algo que me foge da compreensão, que eu não entendo e não entra na minha cabeça como uma mãe pode ter a capacidade de abandonar seu filho. Depois de 9 meses gerando uma vida dentro de seu corpo, sentir ele crescer e começar a viver... E simplesmente o abandonar, o jogar num rio ou numa lata de lixo. Que falta de amor marteno e como isso é possível? Nem tanto o amor materno, mas a falta de humanidade! Podem dar todas as explicações de doenças psicológicas e depressão e afins que for! Eu nunca vou compreender isso.

7 de maio de 2011

Em tons de cinza


Hoje abri os olhos e de tons de cinza tudo pareceu possuído. Nada mais tinha brilho ou cor ou parecia me demonstrar um motivo para continuar e erguer meu corpo da cama, sem muita opção de escolha e com muito sacrifício afastei meu corpo das cobertas que tão bem me acolhiam. De passagem vejo meu reflexo no espelho, mesmo embaçado consigo ver os olhos inxados e a expressão que a muito não me olhava de volta com tamanho desagrado. A lembrança do que foi apenas mais um sonho. O nó me sobe na minha garganta e com muito sacrifício consigo suprimir o choro mais uma vez. Até quando? Mal senti a água tocar meu corpo, a comida me pareceu desnecessária e tudo seguia numa rotina tabelada, as mesmas coisas, nas mesmas horas, com a mesma precisão já automatizada.

Lá fora até o tempo parece condizer com meu interior, o sol parece ter sentido vergonha de sair, ou achado também desnecessário. Sorte dele ter as nuvens para mante-lo seguro. Andar por lugares que me trazem lembranças, antes eram motivos de sorriso, agora assemelham-se a farpas que rasgam meu peito. Mais uma vez o nó que me interrompe a fala, auto controle era a base do sucesso para essa sociedade. "Sorrisos plásticos cumprindo seu papel, enfeitando rosto de pedra"... Sempre gostei desse pequeno trecho e não existe frase melhor para definir os momentos pelos quais passo. E assim os dias seguem... Nada faz sentido, nada tem mais lógica, momentos sem razão e apenas no silêncio da noite o nó em minha garganta pode finalmente ser libertado.


Âncora - Libra

Dentro do meu mar é onde ela está
Presa nos meus pés, ela não quer me ver partir
Dentro do meu mar, onde ela está
Tão profundo, tão escuro que eu não quero ir

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

E se eu disser que eu não te quero
Que aqui não é o meu lugar
Será que assim você me solta
Ou eu vou ter que me soltar à força?

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...