8 de maio de 2011

Dia das Mães


Eu poderia abordar aqui o dia tão magnifico, que rende tantas homenagens e que infelizmente virou uma data puramente mercadológica, onde filhos se desesperam para encontrar o presente perfeito para sua mãe, gastam horrores e as lojas aproveitam-se e divulgam campanhas cada vez mais voltadas para o preço e não o valor sentimental. Claro que existem as poucas famílias que ainda vivem esse dia com todo o carinho e sinceridade que ele merece, e os admiro e parabenizo.

Mas o que me fez gerar esse post foram desatinos de uma noite mal dormida e pensamentos que divagaram entre histórias, lembranças e desejos de desabafar. É algo que me foge da compreensão, que eu não entendo e não entra na minha cabeça como uma mãe pode ter a capacidade de abandonar seu filho. Depois de 9 meses gerando uma vida dentro de seu corpo, sentir ele crescer e começar a viver... E simplesmente o abandonar, o jogar num rio ou numa lata de lixo. Que falta de amor marteno e como isso é possível? Nem tanto o amor materno, mas a falta de humanidade! Podem dar todas as explicações de doenças psicológicas e depressão e afins que for! Eu nunca vou compreender isso.

Praticamente toda semana aparece um caso na mídia de um bebê abandonado, que teve a sorte de ser encontrado ao invés de ter sua vida terminada de forma tão triste. E além disso muitas vezes as pessoas que os encontram (garis, catadores de lixo e etc) não tem o direito de ficar com a criança, por mais que queira, mesmo que sem condições desejam mais aquele filho. Vejo o exemplo de mães que mesmo que já tenha 3, 4, 7 filhos... Ainda está esperando outro! E que apesar das dificuldades JAMAIS pensam em abandonar seus filhos. E expressões como: Coração de mãe, sempre cabe mais um; Onde comem 7 comem 8; fazem todo o sentido para essas famílias.

Outro ponto que quero abordar também, é o aborto. Gera polêmica, é um assunto conturbado mas todos tem direito de possuir sua opinião. Apesar de tudo eu sou a favor em casos extremos, de estupros e coisas do tipo. Mas sou totalmente contra a por exemplo: adolescentes que engravidam por descuido e para não ter sua vida "estragada" pelo "trabalho" que é ser mãe, resolvem abortar e por fim a vida do que seria seu filho. Não importa se é apenas um feto, ou óvulos fertilizados e ainda mal formados. É uma vida que se inicia, que tem o direito de vingar!

Como uma mãe pode abrir mão de tudo o que significa a maternidade? Ter o prazer de sentir seu filho crescer dia após dia, mês após mês, comprar as roupas, montar o quarto, imaginar como vai ser, planejar tudo, a emoção de segurar seu filho em seus braços a primeira vez, ouvir as primeiras palavras, os primeiros passos... Sim, eu tenho o sonho de ser mãe, é mais que um sonho, é como se fosse uma necessidade de sentir todos esses prazeres. Além de ter os meus filhos também pretendo adotar. Já parou para pensar quantas crianças estão abandonadas em abrigos e orfanatos? Na rua? Sem comida, abrigo ou uma mínima noção do que seja uma família?

Mas porque eu desejo tudo isso? Sou filha adotiva. Sim! E com orgulho! Sofri muito preconceito quando pequena, de crianças que não me deixavam brincar porque eu era filha adotiva, de ser chamada de bastarda, sogras que não me aceitavam como namorada de seu filho por ser adotiva e esse último foi bem recente viu? É incrivel que numa época em que vivemos agora, com toda a modernidade e todas as quebras de tabus, ainda existem pessoas que tem essa mente tão fechada. Que ainda se espantem quando ouvem que sou adotiva, ou que dizem para minha mãe ficar "esperta" pois tenho sangue ruim e posso qualquer dia dar um "pé na bunda" dela e a colocar pra fora de casa.

Fui abandonada recém nascida e com 3 dias cheguei na casa da minha MÃE, tenho 2 irmãos mais velhos e não sei quantos mais novos. Fui a única que a biológica recusou, isso me machuca muito, me magoa, me faz chorar e apesar de ser infinitamente feliz com minha MÃE, eu me pego pensando porque ela não me quis e quando me perguntam se eu tenho vontade de conhecer minha 'mãe biológica' a resposta é sempre a mesma: tenho apenas uma mãe. Mãe é aquela que cria, que sofre, que passa noites acordadas e ao ver um simples sorriso de seu filho percebe que tudo vale a pena! Que todo o sofrimento é válido e que nada importa! Em lágrimas finalizo esse post parabenizando todas as mães e desejando um feliz dia das mães para todas as mães do mundo! E claro, falando: Mãe, te amo!

Um comentário:

Obrigada pela visita e pelo comentário! Não esquece de se identificar... Fico curiosa com anônimos! ;)