1 de julho de 2011

Presa


Quando as paredes parecem se fechar
Quando não se nota o dia virar noite
Quando o tempo não faz diferença
Quanto tua ausência se torna torturante

E a brisa gelada que entra pela janela, já na alta madrugada, é toda a lembrança e tudo o que posso ter de ti por enquanto.

O que me resta é esperar. Ter esperança. Acreditar em algo intangível que ao invés de oferecer mais conforto, chega a causar mais desespero.

Deixar que os filetes de sal lavem meu rosto, renovem o sorriso a cada dia para que ele continue cumprindo seu papel enfeitando meu rosto de pedra e os faça acreditar na falsa realidade que meu corpo transparece.

Quem sabe um dia eu me liberte,
Quem sabe um dia a clausura terá fim,
Quem sabe um dia... Talvez um dia... Quem sabe... Serei feliz.

Um comentário:

Obrigada pela visita e pelo comentário! Não esquece de se identificar... Fico curiosa com anônimos! ;)