14 de novembro de 2013

Sobre um desencontro...



Aquele som acabava tirando minha atenção do livro tão compensador que eu lia. Gritos, reclamações, tapas no vidro, mais gritos e o ônibus retomava seu caminho depois que a usuária escandalosa descia. Mesmo com os fones de ouvido eu ainda consegui ouvir toda a confusão. Depois de ser tirada de dentro da minha pequena bolha, me atrevo a olhar em volta e ver as pessoas que subiram e acomodaram-se enquanto eu estava absorta nas páginas. Sempre tive essa mania, olhar para as pessoas, suas expressões e tentar adivinhar o que acontecia com elas, seus problemas e aflições ou o motivo de seus sorrisos, para onde estavam indo ou de onde vieram.


4 de outubro de 2013

Seu...


"Eu tava só, sozinho..."

Eu sempre fui do tipo sozinho. Nunca tive muitos amigos e nem se quer conhecidos. Os vizinhos me chamam de “aquele cara de cabelo comprido da casa verde” e não precisavam saber de mais nada sobre mim. Muito menos que fui abandonado e por isso estava agora nessa cidade de merda, com um emprego medíocre e sozinho. Sem parentes ou amigos para me aturar enquanto choro minhas pitangas.

O que eu tinha mais próximo do que chamam de amigo era o Carlos, paulista perdido nos confins do nordeste, sozinho, mau humorado e anti social como eu. Às vezes saíamos para beber. Eram dias bons, sentávamos no bar, pedíamos uma cerveja cada e ficávamos soltando fumaça e dando goles na boca da garrafa enquanto olhávamos a rua, as pessoas que passavam, expressões e roupas estranhas. Assim íamos noite a dentro, as vezes até amanhecer. Conversar? Para que?


2 de outubro de 2013

Alguém...



"...Um outro alguém que me tomou o seu amor."

Eu podia ouvir o som dos seus passos ao longe, rápidos e curtos. Sempre ficavam mais lentos quando se aproximava da porta de vidro. Acompanhava então seus movimentos, arrumar a franja que teimava em lhe cobrir os olhos, arrumar a alça da bolsa sobre o ombro direito, enfiar os dedos nos passadores da calça para puxá-la levemente para cima, passar as mãos sobre a barriga de forma a alinhar a blusa e finalmente entrava. Acenos e sorrisos para todos. Cumprimentos lentos até chegar a sua mesa, onde não precisava virar a cabeça para te olhar. Bastava apenas me inclinar um pouco para o lado e visualizar-te por trás do monitor do meu computador.


27 de setembro de 2013

Liberdade...



"...E eu que pensei que fosse o fim..."

Abri os olhos e por instinto levei meu braço para o lado esquerdo da cama, senti os lençóis vazios, o travesseiro frio e pude apenas suspirar. Estava difícil me acostumar a dormir sozinho de novo, mas era necessário. Ela não voltaria. Já estava cansado de lutar contra esse vazio e a falta que sentia dela. O mais difícil era aturar minha mãe falando que tinha perdido a mulher da minha vida por causa desse meu jeito super-romântico de ser. Sabe, algumas mulheres achariam isso algo bom! Só não encontrei uma dessas ainda. Colocava os pés no chão e precisava chutar as folhas de papel para os lados na busca pelo chinelo.


25 de setembro de 2013

Sobre a rotina...


O despertador do celular toca pontualmente na hora programada, o som baixo mais alerta sobre a hora do que a desperta, despertar é para aqueles que dormem e não para os que acompanham o nascer do sol. Ainda olha para o teto vislumbrando as finas tiras de sol desenhadas sobre o gesso branco como se não fizessem sentido a sua existência, na sua opinião a noite poderia ter se estendido um pouco mais. O segundo despertador a lembra que precisa levantar, não tem muita escolha ou outra opção.


23 de setembro de 2013

Insensível...


“... O meu amor é mais caro, diz quanto você pode pagar...”

O toque insistente do telefone me tira a paciência. Sinto vontade de jogá-lo contra a parede e transformar esse pequeno aparelho em milhões de pedaços silenciosos. A forma de identificação facilitava minha vida, para cada grupo um toque único ou para as pessoas mais especiais ou nesse caso, as mais chatas. De forma que eu sabia quem me liga apenas nos primeiros acordes polifônicos. E daí então vinha a decisão de atender ou ignorar. Já estava cansado de ouvir aquela música e ver aquele nome piscando na tela, Angélica, Angélica, Angélica. O que ela queria desta vez? Eu já lhe dera o que fora pedido, pelo que pagou e apenas isso. Talvez esse seja o problema, ela queria o “mais” que eu não lhe podia ofertar assim de tão bom grado.


20 de setembro de 2013

Sobre as nuvens...


Eu não tinha mais nada para fazer daquele lado do globo, nem coisas que eu não me importo de deixar para trás. Tanto que não foi preciso mais do que algumas horas para arrumar as duas pequenas malas e uma mochila com os pertences pessoais. O simples apartamento que eu alugara mobiliado foi um achado e facilitador da minha partida, precisei apenas entregar a chave a dona e me despedir. Ouvi vários “porquês e para ques” e tantos outros “é perigoso”, mas a essa altura do campeonato podia apenas agradecer a todos os conselhos, as xícaras de açúcar e refeições enviadas nos fins de semana como um socorro a minha falta de tempo para cozinhar e parti.


18 de setembro de 2013

Como escolher o perfume certo


A força de um perfume depende, basicamente da concentração de matérias-primas utilizadas em sua concepção. Do ponto de vista técnico, consiste na mistura de vários ingredientes voláteis dissolvidos em álcool, que se espalham no ar em temperaturas normais. O perfume é uma mistura de óleo essencial, álcool e água. Os óleos essenciais geralmente são obtidos de flores, ervas e plantas, por meio de destilação. Os fixadores incluem âmbar, bálsamo e secreções glandulares de animais que, junto com o álcool, atuam como conservantes.

Quanto mais concentrada a fragrância, maior o tempo de fixação. A concentração de uma fragrância pode ser classificada de acordo com a quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente (mais comumente etanol e água): Parfum (Lê-se Parfam, extrato de perfume): a forma mais concentrada, entre 20%-40% (~25%) de compostos aromáticos (essência) – garante mais de 12 horas de fixação.

Falta...



Sinto falta das músicas que refletiam sentimentos,
Das doces palavras pronunciadas,
E dos raros sorrisos dados.

Sinto falta do cheiro da grama,
Da chuva fina quase imperceptível,
E daquele pôr-do-sol.

Sinto falta das rosas,
Até mesmo das de papel,
Ou das que logo pereciam.

Sinto falta de fazer confissões,
Entre sorrisos sem jeito,
Ou debaixo dos lençóis impregnados com nosso cheiro.

E de todas as coisas que tive,
O que eu mais sinto falta,
É de ser feliz.

(Malka Lima - 17-09-13)

17 de setembro de 2013

Comemoração (atrasada)



E eu nem tinha percebido... Mas dia 15 de Julho, meu querido blog completou 3 anos de existência! Foram tantos bons momentos, outros tão tristes compartilhados. Basta uma ida aos posts mais antigos para ver o quanto minha escrita evoluiu... Bem não só a escrita, como eu também. Tantos sentimentos deixados para trás, outros tantos ainda machucando. Bem, paciência. Nem tudo poderia ser bom.

Foram tantas fases que passei, tanta mudança de personalidade, tentando me encontrar e me entender. Buscando entender o mundo e tantas atitudes alheias. Buscando consolo em palavras que quem sabe conseguissem transmitir um pouco da alegria ou dor que sentia. Sendo dor, queria colocar apenas para fora. Se era alegria, queria poder contagiar o mundo.

Agradeço imensamente a quem acompanha o blog desde o começo, aos que começaram agora, aos que leem de vez em nunca, aos que já comentaram, aos que chegam pra mim e dizem "pow muito massa" mas não comentam e a quem simplesmente clicou por acaso e ficou até hoje. Obrigada a quem direta ou indiretamente me inspira e estimula a escrever.

Não vou dizer que faço esse blog para outras pessoas, é simplesmente para mim e minha necessidade de compartilhar momentos e palavras. Sim, a opinião de quem visita é muito importante, mas não é porque você não gostou que irei parar. Posso até desaparecer por uns dias, meses, anos... Mas eu sempre voltarei e a cada postagem será mais uma página virada no livro da minha vida.

Att, Malka Lima.

11 de agosto de 2013

Paz...


Acordar era tão complicado. Aquela preguiça que forçava o corpo a ficar na cama e a vontade de sair então? Só fazia as pernas enroscarem de forma automática do lençol. Uma, duas, três sonecas ativadas do celular depois e não tinha mais tempo a perder. Lembrava de que dia se tratava e o sorriso iluminava seu rosto. Agora sim tinha um motivo pra levantar. As pernas desnudas deixavam a mostra os pelos eriçados quando os pés descalços tocavam o chão. Passos longos e saltitantes até a sala, a mão tateava embaixo das almofadas do sofá a procura do controle remoto, agora a TV ela ligada e o dedo realizava os gestos automáticos já colocando as músicas no pendrive para tocar. Balançava a cabeça no ritmo da música, arriscava até algumas notas e uns passos, rebolando daquela forma nada sensual, porém divertida.


9 de agosto de 2013

Simples palavras...


'' 'E' e 'Se' são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra. Mas coloque-as juntas, lado a lado, e elas têm o poder de assombrá-la pelo resto de sua vida.
'E se?'... E se? E se?
Não sei como sua história acabou. Mas se o que você sentia na época era amor verdadeiro, então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro, então, por que não o seria agora? Você só precisa ter coragem para seguir seu coração.
Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar os entes queridos, um amor pelo qual cruzar os oceanos. Mas gosto de pensar que, se um dia eu o sentisse, eu teria a coragem de agarrá-lo.
E se você não o fez, espero que um dia o faça.

Com todo o meu amor,
Julieta.''

Não me recordo se essa é a carta inteira ou apenas um trecho. Essa carta faz parte do filme Cartas Para Julieta. Um dos romances "água com açúcar" que eu gosto. Se ainda não viu, recomendo.

8 de agosto de 2013

Adeus.



E num belo dia, chegou em casa depois do trabalho e colocou seu CD favorito para tocar. Os passos eram calmos, lentos. Não tinha mais pressa. O jantar foi preparado de forma impecável, bem como a sobremesa e o suco. Depois de satisfeita, arrumou a cozinha, a casa e sentou-se para assistir o filme favorito com uma taça de vinho e uma barra de chocolate. O que mais faltava? Chorou com no fim do filme, secou as lágrimas, tomou um banho relaxante e colocou sua roupa favorita. Novamente seu CD favorito começava a tocar. Sentou-se a mesa e em uma folha em branco deixou a caneta seguir seu curso.

31 de julho de 2013

Inexistente.



Hoje eu me vejo como uma nesga do que fui um dia,
Uma sombra do que você era,
E a realidade do ser que nunca serei.

25 de julho de 2013

Nas páginas




Em um diálogo qualquer:


Ele: E a vida social, como está?
Eu: Eu conheci um monte de pessoas novas........... nas páginas dos livros ^^'
Ele: Queria conseguir seguir isso.
Eu: Eu encontro um bom consolo lendo... Me acalma.. Ocupa a mente.. Passa o tempo rápido..
Ele: Acho justo... totalmente válido... a vida é muito ingrata pra quem tem muita imaginação... você fica engessado pela realidade.
Eu: Eu simplesmente cansei de ficar presa nessa redoma de ignorância... Me joguei de vez no meu mundinho insano e vivo com todas as atribulações que posso manter por perto.

15 de julho de 2013

Partir



I can't go on, stop this run
You steal my breath you steal my sun
Give me back, back my life
We can live it, don't lie

I don't want this
I don't want this
I don't want to lie

Stop it...
Give me back my mind


(Theatre des Vampire - Whereve You Are)

11 de julho de 2013

Apenas.



Então você olha para ele. 
Ele sorri, sem jeito você retribui. 
Ele se aproxima. 
Ele toca sua mão, seus lábios.
Ele leva seu coração. 
Então desaparece do seu mundo.

28 de junho de 2013

O Fim...

A leitora Nua - Yuri Krotov
"A saudade é sóbria. A saudade não grita. A saudade só vem muito tempo depois do horror ante a visão do túmulo, do horror na cabeceira da cama. A saudade só sóbria e é impassível."

E lá estava o livro aberto em minhas mãos. As páginas que passavam revelavam mais do que a história de amor incompreensível entre um fantasma e uma humana. Um amor doentio e protetor. O cheiro do perfume que mesmo depois de tantos anos me alcançava chegava a doer em meu peito. Precisava focar na história que lia, nos cenários magníficos, na música narrada de forma tão magnifica que podia ser ouvida através das letras, poder que apenas Anne Rice conseguiu me transmitir até hoje.

25 de junho de 2013

Aconteceu




Sol, Suor, Olhar, Cheiro, Sorriso.
Chuva, Proteção, Calor, Sorriso.
Abraço, Alegria, Pensamento, Sorriso.
Sonho, Lembrança, Saudade, Sorriso.
Beijo, Corpo, Paixão, Sorriso.
Desejo, Delírio, Sexo, Sorriso.

Distância, Lembrança, Saudade, Tristeza.
Adeus, Lágrima, Saudade, Tristeza.
Tristeza, Tristeza, Tristeza, Tristeza.

Malka Lima - 24/06/13

12 de junho de 2013

Eu poderia



Eu poderia ter lábios carnudos, olhos claros ou mais escuros, ter o cabelo mais vermelho, mais liso, mais cacheado... O corpo mais magro, mais gordo, mais musculoso. Ter a pele mais clara, menos áspera, mais escura. Ter o rosto mais fino, mais redondo. Ser menos chata, menos mal humorada, menos implicante, menos orgulhosa, menos pessimista. Podia sorrir mais, aproveitar melhor os bons momentos, me amar mais. Poderia ser mais alta, mais baixa, menos deprimida, menos insatisfeita com as coisas da vida. Mas se mudasse um pouquinho que seja de mim mesma, não seria eu. Então... Qual seria a lógica disso?

10 de junho de 2013

Permita-se ser imperfeita


Tem foto melhor pra ilustrar o texto do que a Audrey Hepburn bocejando? ;)
No começo de uma semana cansativa, no meio de um dia que está apenas começando e eu já desejava que estivesse no fim, recebo um e-mail de uma amiga (Ariene Lima S2) com um texto bem interessante e simples palavras que me animaram e ajudaram a melhorar meu dia (Obrigada Ari!). Então me senti na obrigação de compartilhar... Vai que mais alguma amiga minha precisa ser animada também?
Permita-se ser imperfeita...

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!


9 de abril de 2013

Interrogações Infinitas...


Cansada de tanto porque, pra que, onde, o que, como, quem, para onde... Talvez o que mais me incomode seja o Para onde. Pra onde eu quero ir? Até onde eu quero chegar? "Cansada de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijos de namorada..." Não sei bem se é cansaço da vida ou de mim mesma. Quem sabe de onde deixei as coisas chegarem... Ao olhar pra trás não acredito em metade das coisas que fiz e não deveria ter acreditado em metade das promessas. Algumas mentiras até agradeço, me fizeram mais forte. Outras eu dispensava. Assim como a existência de momentos felizes que hoje apenas me torturam. Cansada de ser grata por migalhas, de manter o sorriso e conter as lágrimas. Maldita e necessária máscara... Talvez deva agradecer... Torna as coisas mais fáceis. As pessoas adoram te usar como ouvinte mas quando a situação é invertida elas preferem ter alguma outra coisa a fazer. E tantas palavras aleatórias, tantos pensamentos confusos, tantos momentos difusos e eu ainda não sei para onde vou.

21 de março de 2013

Salve-me


Salve-me. É com esse apelo desesperado que começo mais um dia. Não sei bem para quem ou o que direciono meu apelo... Olho em volta e tento analisar as opções: talvez para o sol que apesar de tudo insiste em nascer e devolver as cores que tirei do meu mundo ou para o vento frio que me joga novamente sob as cobertas e elas apenas me acolhem me prendendo em meu sofrimento. Salve-me. Posso parecer insistente mas é o que a necessidade obriga, torço para que o dito seja finalmente ouvido. Salve-me. Apelo mais uma vez e mais uma vez o socorro não vem. Salve-me. E dessa vez escuto em minha própria voz que não existe saída. 

10 de março de 2013

No fundo...



E então, você passou por mim. Eu sabia que estava a caminho do fundo do poço pois eu já estive lá. Conheci muito bem a escuridão e foram longos anos até conseguir galgar até a metade do caminho, eu sabia que não poderia desistir agora mas no breve instante em que meu olhar cruzou com o seu, eu pude ver seu desespero e sua dor. Soltei a parede limosa, desisti do meu breve sucesso e deixei a gravidade levar meu corpo até o fundo do poço junto ao seu.

25 de janeiro de 2013

Meu?


Saudades de dizer: "Tô sozinha em casa"... De ligar o som, de trocar o canal da tv e trocar e trocar e trocar... De poder cortar o cabelo, pintar, cortar, pintar, cortar... Pintar a pele, sair de casa e voltar e sair e voltar e sair e voltar. Nunca pensei que ia sentir falta de dizer isso, mas que saudade da minha rotina. Dos meus momentos, das minhas músicas, do meu tormento ao ter que fazer faxina, de cozinhar qualquer coisa com coisa qualquer, comer a qualquer hora e qualquer coisa... Refeições sempre qualquer, mas sempre o qualquer que quero. De deixar as sandálias do lado da porta, as roupas espalhadas e me arrepender e arrumar tudo. De deixar a pia cheia de pratos... E me arrepender de novo e deixar tudo arrumado pra depois bagunçar de novo. Saudade de tudo o que é meu. Das minhas cores, das cores dos meus dias, dos meus dias.

3 de janeiro de 2013

Ah, o que faço com você?


O que faço com você? Que só me causa tanta dor e tanto desespero... O que faço com você? Cansei de deixar as lágrimas verterem, de sentir meus nervos a flor-da-pele como se mais nenhum outro sentimento importasse. Estou cansada de sentir falta do que nunca me pertenceu, de sentir a dor daqueles que já partiram. Ah, o que faço com você? Talvez fosse mais fácil simplesmente esquecer que você existe, tentar arrancar-te de mim e quem sabe assim todas as dores irão embora. Ah, o que faço com você? Se te perder, também não sentirei mais alegria, não existirá mais sorrisos ou lágrimas de alegria. Ah, coração... O que faço com você?