17 de novembro de 2014

O poder de três



Depois de um tempo, você sente que talvez esteja bem, que os cacos estão devidamente colados e que pode saltar outra vez desse penhasco e novamente, rezar para voar. É nesse momento em que você começa a encontrar pelo caminho algumas tríplices que podem por tudo a perder ou tornar tudo perfeito.

“E se...” 

Essas três letras exercem um poder enorme sobre suas decisões. É aquele sopro ao pé do ouvido sempre dizendo “e se você fizer isso?”, “e se não fizer?” e de tanto ficar se perguntando, você acaba não fazendo nada e perdendo boas oportunidades. E tomada por um impulso, você para de pensar "no que acontecerá" e faz acontecer.

“Nós”

Depois de vencer as primeiras barreiras, você consegue seguir em frente e então começam a surgir essas outras três letras. Elas são responsáveis por transformar a solidão em plural e os desejos em planos. São elas que te fazem passar horas acordada e perdida em pensamentos. Chega a um ponto em que você não sabe mais o que é pensamento, sonho e imaginação.

“Eu te amo”

Quando estas três palavras são proferidas, é o fim. Não tem mais volta e você apenas deixa que o som ecoe por sua mente em loopings infinitos enquanto seus lábios se contraem em um sorriso bobo que irá permanecer ali enquanto as palavras forem verdadeiras. E que assim continue...

27 de outubro de 2014

Para seus 67 anos


Quem decide ter um filho aos 41 anos? Ainda mais quando esse filho não é seu e "cai de paraquedas" na sua vida? Não consigo lembrar exatamente desde quando eu já sabia que era "filha do coração", apenas cresci com isso e para mim, era uma coisa normal. Também me irritava quando me viam com você e perguntavam "é sua neta?" E eu tinha um orgulho enorme ao responder "não, ela é a minha mãe." Você sempre me pedia pra deixar pra lá, mas eu não conseguia. Tinha orgulho de ser sua filha e queria que todos soubessem disso.

22 de outubro de 2014

Sobre a saudade



Se você às vezes se pergunta o que é a saudade, vou tentar responder ou pelo menos exemplificar de forma entendível.

Saudade é aquilo que te toma por inteiro, que torna o vazio no peito algo extremamente pesado e por diversas vezes, difícil de carregar. 

Só ela tem a capacidade de tonar o nada, um tormento. Te dá a exata dimensão do peso de uma lágrima e de quanto vale um suspiro.

Tem a incrível habilidade de transformar a solidão na pior companhia e o silêncio em um grito devastador.

Faz você afundar em si mesmo e se conhecer de uma forma jamais imaginável, todas as fraquezas e que talvez, apenas talvez, exista uma esperança ali no fundo.

Mas ela também consegue algumas proezas, como te mostrar o verdadeiro valor de um abraço sincero.

Ela é também a responsável por trazer à tona as boas lembranças e aqueles pequenos detalhes que fizeram a diferença, seja um beijo na testa ou uma risada.

Te faz lembrar todos os dias que se deve aproveitar os pequenos momentos, pois um dia, do nada, tudo pode simplesmente acabar.


Saudades da minha Flor de Lis.

20 de outubro de 2014

#ShareTheLove



Todos querem ser amados.
Todos querem estar apaixonados.

Pode ser novidade para alguns, outros não acreditam e tantos tratam como piada. Mas, sou uma romântica inveterada que respira amor. A uns meses atrás, fui surpreendida por um viral incrível que contava uma história de amor com um final digno de Hollywood! Qual não foi minha surpresa ao descobrir que era uma ação publicitária da Kibon para o Cornetto! Genialidades a parte e com mais algumas pesquisas, descobri que é uma campanha maior do que eu imaginei e que possuía mais vídeos! Não sei se tem mais, eu encontrei 10 e mais por salvá-los para mim (do que divulgação propriamente dita), resolvi postar.

As histórias são contadas do ponto de vista do Cupido. O ser responsável por unir os casais e tecer as lindas histórias de amor que me fizeram suspirar e sentir os olhos quase transbordarem. Um mais lindo que o outro, sempre com um final feliz, digno de agradar qualquer adolescente de tpm! Só postei os legendados .-. ainda tem outros e mais outros... E quanto mais eu procuro, outros aparecem. (clique para ler mais e assistir os vídeos).

17 de outubro de 2014

Sobre primeiros encontros...



Tudo começa com um convite inesperado. Então com aquele sorriso bobo digita e apaga as respostas procurando aquela ideal, que demonstre o interesse, mas não passe nervosismo. Decisão do local, da hora, dúvidas e problemas solucionados e a demora para chegar o tal dia, definitivamente não ajuda.

Você começa a se preocupar com o cabelo, com as espinhas que apareceram, com a roupa, o sapato e sai provando todas as roupas que gosta, com vários penteados, maquiagem, sem, cabelo solto, preso... E depois de finalmente decidir tudo, percebe que vai ser impossível de usar. Muda tudo e decide pelo básico, o medo de errar ali... Soprando ao pé do ouvido.


15 de outubro de 2014

Ah o amor...



E lendo a postagem anterior, de março... Percebo que nada mudou.
No fim, acho que sou romântica de mais pra a atual sociedade. Por mais que eu negue (e que meus amigos não acreditem) eu tenho um coração... E dos molengas. Sim, muito molenga. Daquele se sofre com o final de uma comédia romântica, do que tem medo do trovão, que se enche de felicidade com um “bom dia” e sente-se extremamente satisfeito com um “estou pensando em você”. Ainda sou daquelas que gosta de receber flores, que escuta músicas românticas achando que foram feitas para me descrever ou pior, que um dia alguém ainda irá dedica-las a mim. Ainda sou do tipo que dá valor aos pequenos detalhes, a um beijo na testa, um puxar de cadeira ou abrir de porta. Sou daquelas que gosta de lembrar datas felizes, que tem o sonho de comemorar todas as bodas existentes (desde a de papel até quem sabe, a de prata). E tudo isso parece uma ideia idiota... Eu sei. Por mais que já tenha uma certa idade (cof cof), não consigo banalizar o sexo. O corpo é meu, pago minhas contas, não devo satisfação a ninguém, mas... Mas nunca será apenas sexo. Para mim é mais do que uma troca de fluidos e prazer, é uma verdadeira troca de sensações e sentimentos. Nossa, repito isso e me sinto antiquada. Mas não me importa, no fim eu já sei que sou romântica de mais pra essa sociedade. Não, eu não quero um príncipe encantado nem um “viveram felizes para sempre...” eu espero apenas ser feliz enquanto durar e fico naquela esperança de que dure muito. As vezes começo a acreditar que até isso, é querer de mais hoje em dia.

14 de outubro de 2014

Platônico...


"...De olhar vendido te vendo... "

Lá estava ela novamente. Todos os dias, na mesma hora. Lá estava ela, linda como sempre. Quanto a mim, conseguia apenas passar em frente a sua janela da forma mais lenta possível, para absorver ao máximo sua imagem, a forma que seus longos cachos castanhos lhe caíam sobre os ombros ou como ela os domara com uma fita combinando com a roupa. A blusa que lhe marcava o decote ou as mangas recatadas. E eu não me importava com nada disso. A melhor parte de tudo o que via, eram seus lábios e como sempre estavam adornando um sorriso. Não apenas um sorriso, o sorriso mais lindo de todos, como se apenas ele pudesse devolver a alegria do universo. Talvez isso fosse um exagero do meu coração apaixonado, mas de que importava? Era um devaneio que eu guardaria para sempre comigo.

3 de junho de 2014

Crônica Urbana II - O Metrô



Algumas pessoas da região metropolitana acabam aderindo ao uso desse meio de transporte. Seja por opção ou por não ter outra opção. A tarefa é sempre árdua e a viagem, uma aventura. Ela começa já na hora de comprar o bilhete: ou a fila vai estar gigantesca ou você vai ter a sorte de chegar pouco antes da multidão que brota do chão. O impressionante é que, não importa a quantidade de plaquinhas e pedidos educados e áudios e qualquer outro artifício que seja usado, ninguém vai comprar o bilhete com dinheiro trocado. E se você for essa pessoa, pode ter a certeza de voltar com o bolso cheio de moedas, fazendo barulho maior que mendigo sacudindo latinha de esmola e de brinde ainda aguentar a cara feia do atendente.


25 de abril de 2014

Crônica Urbana I - T.I. Rio Doce


Recentemente reformado ou, seria melhor dizer, em uma reforma eterna, o terminal de Rio Doce não é muito conhecido fora do ciclo de usuários. Mas com toda a certeza alguém já ouviu falar das lendas Rio Doce/CDU, Rio Doce/Dois Irmãos, Rio Doce/Piedade e seu primo Rio Doce/Barra de Jangada. Os quatro ônibus que percorrem os caminhos mais longos desde o ponto de partida até o fim do mundo. Além das quatro estrelas, outras linhas circulam pelo local: Rio Doce/Princesa Isabel, sua linha direta com o metrô do Recife depois de fazer a curva sabe-se lá onde; Rio Doce/Príncipe te leva até o Derby, é logo ali, mas parece uma eternidade; Rio Doce/Conde da Boa Vista, você se pergunta porque não pegou outro; Rio Doce/Circular, você não sabe onde ele passa nem pra onde vai; Alameda Paulista/T.I. Rio Doce, não dá pra ver a parte de dentro do ônibus; Loteamento Conceição/Rio Doce (PE22), você pode estar na esquina, mas ao avistá-lo, aprende a voar pra chegar ao terminal antes dele ou cada fila ganhará mais 30 pessoas; Maria Farinha/Casa Caiada, o famoso da frase “toda hora cravada sai um… Saiu não? Espera mais uma hora.”

12 de março de 2014

Eu mesma


Sim eu sou romântica e acredito no amor, nem que seja apenas uma noite de amor, que existem homens que mandam flores e abrem a porta sem se sentirem diminuídos por isso. Sim eu acredito que um dia a sociedade irá entender que não deve existir leis contra a homofobia ou a violência contra a mulher já que todo crime é um crime independente de quem atinge. Sim, choro assistindo filme, lendo livro, ouvindo música. Sim eu gosto de receber flores e mandar, de chocolates, de doces, de pequenas atitudes e de desejar bom dia, boa tarde, boa noite além de pedir com licença e por favor. Sim eu ainda tenho esperança na humanidade, ainda acredito que as pessoas podem mudar para melhor, que o mundo pode ser um bom lugar para se viver. Sim eu acredito no amor a primeira vista e no amor verdadeiro, acredito que esse sentimento pode te fazer rir, chorar, dar sentido a sua vida ao mesmo tempo em que pode destruí-la, mas quem se importa? No fim restará o que for pra ficar. Sim eu acredito que alguém pode ser feliz com pouco, que não é preciso rios de dinheiro para ser feliz. Sim eu acredito que alguém pode ser feliz trabalhando desde que ame o que faz e o faça com vontade. Sim eu gosto de deitar na grama, do cheiro de terra molhada, de sentir os pingos da chuva, da primeira brisa da manhã e dos últimos raios do sol. Sim eu gosto de comer pão com manteiga, bolacha com manteiga, de comer com as mãos, de lamber os dedos e de dar risada e público. Sim, eu gosto de ser eu mesma e sou feliz assim. Sim eu gosto de ser livre e der ser eu mesma.

11 de março de 2014

Bagunça


Por que se eu pudesse eu arrumaria essa bagunça na minha cabeça. Faria uma faxina completa. Tiraria o pó das ideias antigas, colocaria as boas lembranças nas prateleiras, jogaria fora as preocupações, conseguiria espaço para mais bons momentos, empacotaria memórias dispensáveis e dava um bom polimento nos meus sonhos. Então por que não? Vamos lá... Pouco a pouco faço a faxina e consigo deixar minha cabeça firme e forte para seguir em frente. Depois que tudo é feito, me sinto nova e revigorada. Aí o coração se apaixona, embaralha todas as ideias, bagunça os pensamentos, mistura os sentimentos, sofre, chora, quebra e coloca tudo em desordem de novo. Porquê?

6 de março de 2014

Mudanças


Então um dia você acorda decidida. Levanta, troca os lençóis, toma um bom banho, corta e pinta o cabelo, faz as unhas, lava as roupas e pratos acumulados, arruma a casa, coloca tudo em seu devido lugar. Faz uma arrumação no armário, doa boa parte das roupas, customiza outras tantas, muda de estilo, se arruma e sai de casa. Vai à praça que gosta, deita na grama, olha o tempo passar, respira o cheiro da natureza e observa com alegria a chuva anunciada. Chega em casa ensopada, toma banho, coloca o pijama favorito, deita, dorme e no dia seguinte continua deitada... E no outro... E no outro... E no outro...