17 de outubro de 2014

Sobre primeiros encontros...



Tudo começa com um convite inesperado. Então com aquele sorriso bobo digita e apaga as respostas procurando aquela ideal, que demonstre o interesse, mas não passe nervosismo. Decisão do local, da hora, dúvidas e problemas solucionados e a demora para chegar o tal dia, definitivamente não ajuda.

Você começa a se preocupar com o cabelo, com as espinhas que apareceram, com a roupa, o sapato e sai provando todas as roupas que gosta, com vários penteados, maquiagem, sem, cabelo solto, preso... E depois de finalmente decidir tudo, percebe que vai ser impossível de usar. Muda tudo e decide pelo básico, o medo de errar ali... Soprando ao pé do ouvido.



Chega o dia e você não consegue parar de sorrir, de pensar, de especular e o dia parece rastejar. O ponteiro anda pra trás, a hora nunca chega e num piscar de olhos, você está atrasada. Sai desabalada e finalmente chega ao local, por sorte chega cedo. O estômago revira e a impressão não é de ter borboletas ali e sim um tufão, primo do Katrina. Você então descobre o porquê dos tufões terem o nome de mulher.

Sms trocadas... Estava na hora. Você passa na frente de um espelho e quase desiste. Respira fundo, treme, passos nervosos, mãos suando, o cabelo do nada fica destruído e não tem mais jeito. Apenas 10 passos de distância. Inspira, expira. Inspira, expira. Quantas vezes repete esse ritual até conseguir manter a respiração em um compasso natural? 9... 8... 7... 6... 5... E você para, estática, meio sem jeito e sem jeito nenhum. Apresentações oficiais, sorrisos, sorriso e mais sorrisos.

Milhões de passos, conversas, sorrisos e gestos. Semelhanças e divergências, ser estranha e finalmente parar de se preocupar com isso. Sentir-se livre para ser quem é, talvez seja uma das melhores sensações para aquele momento. Parecer uma “bobalegre descontrolada”, confissões e segredos contados de forma banal, sem se importar, sem se preocupar com julgamentos e sorrisos, muitos sorrisos.

Até que tudo acaba e você percebe que era desnecessário sentir tanto nervosismo. Chegar em casa, jogar-se sobre a cama e as borboletas voltam ao estômago. Será que a sensação foi igual para ambos? Será que foi bom para ele também? Será... Será? Muitas perguntas... E mesmo que as respostas existam você acaba sempre sentindo que fez algo de errado. Será? Será...? Mas quer saber?! Será!

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