10 de setembro de 2015

Sobre me afogar...


Como funciona isso aqui mesmo? Alô, tá gravando? Claro que não. Afinal, estou escrevendo e buscando uma forma de interagir com as pessoas que irão ler (irão?), mas o que busco quando escrevo? Colocar os sentimentos para fora? Isso deveria ser mais fácil. Simplesmente chegar e chorar talvez resolvesse, mas eu preciso ver o cursor correndo pela página em branco e o silêncio ser preenchido com o som das minhas unhas sobre as teclas. Isso me lembra de que preciso cortá-las e isso me lembra de que você as prefere grandes e isso me lembra de tantos momentos que passamos e isso me lembra de que nada disso existirá mais.


9 de março de 2015

Nós



Tô cansada... Realmente cansada. Não consigo definir bem do que ou por que, só sei que estou cansada. Talvez do passado que volta sempre tão vívido, com direitos a cheiros e sensações que eu preferia esquecer. Quem sabe do bom futuro, que me parece cada vez mais distante e de difícil alcance. Acho que consigo definir que estou cansada de correr do passado e atrás do futuro. Também não quero ficar sentada e esperando um deles me pegar e o outro escapar. E na dúvida do que fazer ou pra onde ir, escolho correr até seus braços e neles me perco e me sinto segura. Em seus braços nada mais importa, não penso no passado, não ligo pro futuro desde que você esteja nele e isso você me garante entre os sussurros e promessas que me fazem acreditar numa vida melhor.

Nós. <3

17 de fevereiro de 2015

Em par


Você passa anos procurando o amor e ele bate na sua porta quando você menos espera e por um meio incomum. Um simples gesto, uma coincidência e uma frase que da início ao inesperado. Tudo começa de vagar, a seu tempo e sem pressa afinal, temos todo tempo do mundo. Os diferentes pontos de vista que não importam, os imensos sorrisos gerados pela bobeira compartilhada, pelas conversas sem pé nem cabeça e bordões que viram gíria. Se no começo tudo parecia simples, não precisou muito para as complicações aparecerem e o mote "temos todo tempo do mundo" passou também a ser um tormento. O tempo e o hiatos. A distância e a demora. Torturas infinitas entre o breve alívio do encontro. Se antes a saudade era só uma ideia distante, hoje se faz presente a cada dia em que a cama amanhece vazia, em cada momento que se passa em solidão, em cada detalhe e em cada desejo. A vontade de estar junto e a paciência pela espera necessitam ser proporcionais. As vezes a balança pende mais para um lado, mas o equilíbrio é encontrado na lembrança dos bons momentos, num cheiro ou num sabor deixado na geladeira.