14 de setembro de 2016

O amor não tem regras


O amor não tem um botão que você pode ligar e desligar. Não tem uma receita de bolo pra seguir. Não se sabe nem mesmo quando começa. Pode ser no jazz, numa balada, num ônibus, num aplicativo de relacionamento, num cinema ou na fila do banco.

Tem quem diga que o amor está nas pequenas coisas. Em dizer que o par está lindo ao acordar, no "me avisa quando chegar", nas conversas ao longo da madrugada, em transformar terças em sábados e sábados em segundas. Tem quem precise ouvir o "eu te amo" e tem quem nunca diga. Nesse caso uma coisa é certa: se não sente, não fale.

Também não se sabe quando o amor acaba. Pode ser de um dia pro outro ou lentamente. As vezes é com um "Não estamos nos encaixando" ou "Não sou bom pra você agora" e pode ser, que na verdade, nunca acabe. Pode ser que nunca acabe para os dois, mesmo ficando separados, ou só para um e nesse caso é melhor preparar a caixinha de lenços.

Alguns têm um amor pra vida toda, outros têm toda uma vida pra amar. Amores menores, amores arrebatadores, poliamores e amores únicos. Não existe duração padrão. Existem amores de uma hora, de uma noite, de um mês e de uma vida. Tem aquele que chega de vagarinho, aquele que vem atropelando tudo e o que nunca vai embora.

5 de setembro de 2016

Eu, eu mesma e eu


Hoje eu completo 28 anos. Uau. 28. Vinte e oito. Olhando pra trás eu definitivamente não conquistei nem 1/3 do que eu quis. Foram tantas reviravoltas, tantas mudanças, tantos achismos e corações partidos que por muito tempo me perguntei quem eu era. Como você sabe, sempre tem essa bad pré-aniversário e esse ano foi bem difícil. Espero que melhore daqui pra frente. Eu fiquei confusa com meus sentimentos, com meus gostos e com o que queria da minha vida. Me achei uma fracassada por ter desistido de tantos sonhos, me achei cruel pelos corações que parti nesse trajeto, me senti idiota por tantos amigos afastados.

Então eu abri os olhos e fiquei olhando a poeira dançando no sol lembrando de como eu imaginava que estaria aos 25 anos: casada, com 2 filhos, casa própria, uma casa no interior, uma bela dona de casa com uma vida tranquila. E olha só que diferença. Hoje eu sei exatamente quem eu sou, sei tudo o que eu gosto e tudo o que quero.

Já aceitei o fato de que sou uma péssima dona de casa e isso é só o começo. Posso ser virginiana e sabe-se lá exatamente o que isso quer dizer, mas não sou a mestre da organização e odeio fazer faxina. Não tenho mais vergonha do meu gosto musical e não escondo que escuto de Lady Gaga a Queen! Continuo fazendo de tudo pelos meus amigos (isso inclui ir para bregas e funks da vida), não nego mais que adoro dançar (forró pé de serra principalmente) e rebolo até o chão sem precisar de duas cervejas.

Quanto a cerveja... Ah eu adoro cerveja. Me descobri uma apaixonada pelas cervejas artesanais e um dos meus passatempos favoritos é uma boa cerveja, um bom petisco e uma série na TV. Me descobri caseira e da balada, amante e amada. Jamais perderei meu lado de menina, nunca vou deixar meu all star ou minhas mochilas. Farei meus cosplays com mais orgulho e continuarei dançando enquanto cozinho.

Posso não ser a melhor pessoa do mundo, mas tenho orgulho de onde cheguei e das minhas conquistas. Ainda agradeço pela educação que minha mãe me deu, todos os bullyings que sofri na infância e adolescência, pelas influencias musicais e por tudo e todos que agora fazem parte da minha vida.

28 anos, completa, feliz, satisfeita, orgulhosa.